Iphan

AsMinC tem assembleia para recomposição da representação setorial do Iphan

Assembleia Extraordinária Online da Representação Setorial dos servidores do Iphan na AsMinC

Data:  13 de março de 2025 (quinta-feira)

Horário: 14h00 (horário de Brasília)

Local: link do Google Meet – http://meet.google.com/yus-ihoz-imh

Pauta

1) Recomposição do colegiado da representação setorial do Iphan na AsMinC.

Sua participação é importante para a Associação. Esteja Presente!

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AsMinC divulga nota sobre desabamento da Igreja de São Francisco de Assis

Os servidores do Iphan associados à AsMinC vêm manifestar seu profundo pesar pelo falecimento de Giulia Panchoni Righetto e pelo ferimento de outras seis pessoas em decorrência da tragédia ocorrida, no dia 05 de fevereiro, na Igreja de São Francisco de Assis em Salvador/BA.

O triste acontecido nos impõe a obrigação de afirmar que o fortalecimento institucional do Iphan, por meio de incremento orçamentário e de valorização de sua força de trabalho, é fundamental para que outras tragédias como essa não voltem a acontecer. É urgente um olhar mais atento e comprometido, por parte do governo brasileiro, com o campo das políticas culturais, que tanto reverberam na vida da nossa sociedade.

A Associação julga oportuno destacar que, conforme prevê a legislação, a preservação do patrimônio cultural é uma tarefa conjunta do poder público e da sociedade civil. No caso das edificações, como é o caso das centenas de igrejas protegidas em todo o país, esse dever fica a encargo dos proprietários dos imóveis – responsáveis pela manutenção, preservação e gestão do uso desses bens culturais.

A nós, servidores, cabem inúmeras outras atribuições. Atuamos na fiscalização desses bens considerados de importância para o Brasil, assim como na execução de projetos destinados à sua preservação. Operamos a preservação de cerca de 1800 bens materiais com tombamento ou valoração, em nível federal, além de acervos de bens móveis (dentro de igrejas, museus e outros equipamentos culturais pelo país). Destes, cerca de 420 são centros históricos, núcleos urbanos e conjuntos rurais com inúmeros imóveis e outros monumentos que os integram. Também somos responsáveis por fiscalizar e monitorar medidas de preservação de 38 mil sítios arqueológicos cadastrados e 57 bens imateriais registrados, incluindo a avaliação de impactos ao patrimônio cultural nos processos de licenciamento ambiental de todo o país.

Na Bahia, onde a tragédia ocorreu, os servidores do Iphan cumprem uma hercúlea tarefa: somente 10 servidores com formação em arquitetura e engenharia têm a responsabilidade de vistoriar cerca de 9.000 imóveis, entre muitas outras atividades. Cenário que não é exclusivo do Estado da Bahia, e se repete em outras localidades.

Nos solidarizamos pela irreparável perda das famílias envolvidas na tragédia e estamos, desde o primeiro momento, empenhados na tarefa de recuperação de bem cultural tão simbólico para o país. Ao mesmo tempo, também lamentamos veementemente os ataques que diversos servidores do Iphan estão sofrendo nas redes sociais, muito devido ao desconhecimento de nossa realidade, e manifestamos nossa surpresa com a declaração do Presidente da República sobre o tombamento de bens culturais. Por esta razão, destacamos que o tombamento de bens culturais relevantes para a memória nacional não é o causador de tragédias e desmoronamentos. O histórico de baixo investimento orçamentário do Governo Federal, assim como de estados e municípios, especialmente nos casos de hipossuficiência dos proprietários de imóveis protegidos, bem como a dificuldade para reter os servidores no órgão e a degradação das condições de trabalho, estas sim são razões que afetam o cumprimento da missão de preservar os centros históricos, as edificações, os sítios arqueológicos, os acervos artísticos e históricos e as expressões do saber e do fazer tradicional dos diversos grupos da sociedade brasileira.

Esperamos que a constatação do Chefe do Executivo de que os tombamentos devem ser seguidos por investimento condizente com as necessidades de preservação desses bens se reflita na garantia de um orçamento compatível. Medida esta que deve ser acompanhada da valorização e incremento do número de servidores do órgão, a fim de prover condições adequadas de trabalho para que se cumpra o que a Constituição Federal demanda em seu artigo 216.

Lembramos ainda que o legado das gerações brasileiras se expressa na diversidade de cidades, paisagens, objetos e manifestações culturais que nos informam sobre os contextos de nossos passados, preservando a memória de quem somos e se projetando sobre as escolhas que construímos para o futuro a partir de nossa história.

Por fim, diante da tragédia, reforçamos nossa luta de mais de 20 anos por um Plano de Carreira e em defesa do fortalecimento do sistema Minc, a fim de possibilitar investimentos adequados à preservação do rico patrimônio cultural brasileiro e à valorização dos servidores da cultura. Para evitar mais perdas irreparáveis, pedimos a efetivação do Plano de Carreira da Cultura: o serviço público da cultura bem estruturado pode salvar não apenas nosso patrimônio, mas também contribuir para proteger vidas.

Thais Borges S. P. Werneck, presidente da AsMinC
Em nome da Representação Setorial dos servidores do Iphan na AsMinC

Foto: Teto da Igreja de São Francisco desaba em Salvador – Agência Brasil/Defesa Civil de Salvador/Divulgação

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Servidores iniciam agenda de paralisações para cobrar a carreira da cultura

A partir do dia 26 de junho, servidoras e servidores do Ibram, do Iphan, da Fundação Palmares, da Funarte, da Fundação Biblioteca Nacional e do MinC iniciam um calendário de paralisações para cobrar, do governo federal, providências para uma carreira para o setor da Cultura.

Em decisão tomada durante a Plenária Nacional da Cultura no início do mês, ratificada em assembleias nos sindicatos estaduais, os servidores da cultura exigem a abertura de mesa de negociação específica no Ministério de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI). 

A proposta para a Carreira da Cultura está sendo debatida e formulada dentro do Grupo de Trabalho do MinC, com a representação de servidores de todas as instituições vinculadas, e deve ser concluída no final de julho. 

A Diretoria da ASMINC convoca suas associadas e associados para comparecer aos Atos de Paralisação nos seguintes dias: 26/06 (24 horas), 10/07 (48 horas), 24/07 (72 horas). 

Confira a programação em cada estado e outras notícias relacionadas no site da CONDSEF e junto ao sindicato de seu estado: https://www.condsef.org.br/documentos/cultura-oficio-circular-condsef-fenadsef-n-070-2024-calendario-mobilizacao

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AsMinC comemora o Dia Nacional do Patrimônio Cultural

Em 17 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Patrimônio Cultural. A data é uma homenagem ao dia de nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, advogado, jornalista, escritor e primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e um dos maiores responsáveis por sua criação, em 1937. Seu legado confunde-se com a trajetória da preservação do Patrimônio Cultural no país.

Comemorar o dia 17 de agosto é reforçar, a todas as brasileiras e brasileiros, o quanto nossa identidade é plural e diversa e como nosso patrimônio cultural é importante para planejar o futuro do país.

Conhecido inicialmente como Dia do Patrimônio Histórico, o 17 de agosto precisa ser atualizado na sua denominação, alcançando muitos outros significados culturais dos objetos, dos espaços, das manifestações e dos saberes compartilhados pelos grupos formadores da sociedade brasileira.

Na foto ao alto: O ‘Bumba Meu Boi’ é um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Foto: Edgar Rocha / Iphan.

Patrimônio é Cultura.
Cultura é Patrimônio.

Leia também: O Dia Nacional do Patrimônio e os servidores do Iphan

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O Dia Nacional do Patrimônio e os servidores do Iphan

O dia 17 de agosto é emblemático para os servidores do Iphan filiados à ASMINC. Mesmo após os diferentes percalços enfrentados na missão de valorização do patrimônio cultural desde a criação do Instituto em 1937, o atual contexto político e social do país mostra que defender o patrimônio continua sendo tarefa árdua.

Nos últimos anos, sobretudo, lutamos contra uma força predatória advinda do próprio governo federal. Assim, é urgente ampliarmos a perspectiva do que comemoramos nesta efeméride:

  • O patrimônio dos múltiplos grupos sociais e étnicos, das diversas comunidades que formam a nossa sociedade, não é somente histórico, mas etnográfico, artístico, paisagístico, arqueológico, natural, imaterial, linguístico. O Dia 17 de agosto serve, principalmente, para comemorar o PATRIMÔNIO CULTURAL como direito fundamental!
  • Há condições necessárias e mínimas para que o poder público assegure o seu papel na preservação do patrimônio, sem as quais é impossível realizar pesquisas, inventários, reconhecimento, conservação, apoio, educação e divulgação do patrimônio.
  • Urge orçamento adequado, quadro de pessoal valorizado e gestores com conhecimento em políticas culturais e em gestão pública, assim como maior participação da sociedade nas instâncias de deliberação acerca das políticas públicas de preservação.
  • É fundamental alertar, em ano eleitoral, sobre a relevância e as potencialidades do patrimônio cultural brasileiro para os projetos de futuro: os bens culturais que conformam o patrimônio podem subsidiar políticas nos territórios urbano e rural, nas variadas atividades econômicas, em áreas estratégicas como educação, saúde e segurança, e desse modo, no sentido do desenvolvimento social e econômico do país.

Graças aos esforços de profissionais dedicados à memória e à valorização das criações e expressões da cultura brasileira, ao longo das oito décadas de existência das políticas de patrimônio, foi possível lutar, com afinco, pelo direito à memória e à cultura no Brasil e no mundo. É histórico o protagonismo dos servidores do IPHAN na organização institucional do campo do Patrimônio, na produção e no pensamento sobre a arte e cultura brasileira, na elaboração da Constituição Federal, na redação de convenções internacionais e na inovação das políticas culturais. Na história do estado brasileiro, sucessivas ações foram montadas para implementar o Decreto-Lei 25/1937, enfrentando a oposição dos setores de expansão agressiva das cidades, da exploração predatória dos recursos dos diferentes biomas no território nacional, da exportação desenfreada de antiguidades, acervos e obras de arte, da invisibilização de povos e comunidades tradicionais.

A persistência dos agentes públicos em nome do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) foi transmitida para as gerações seguintes, até os atuais servidores do Iphan com a missão de extrapolar a falsa dicotomia entre o “velho” e o “novo”, incluindo o lado dinâmico e processual dos conhecimentos, dos modos de fazer e viver, das manifestações culturais e das relações que se estabelecem no campo do patrimônio.

Comemorar os mais de 80 anos das políticas de patrimônio cultural é reforçar nossa missão constitucional de preservar a diversidade cultural brasileira à luz dos princípios democráticos de equidade, justiça e bem-viver!

Na foto ao alto: Equipe que trabalhou na restauração da Matriz de N. Sra. do Pilar. Foto: Acervo do Escritório Técnico do IPHAN em São João del-Rei, 1957-1958

Viva o Patrimônio Cultural!

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Setorial do Iphan faz diagnóstico das condições de trabalho

Para as/os servidoras/es da Representação Setorial do Iphan na ASMINC, está disponível para preenchimento o Formulário de diagnóstico das condições de trabalho nas unidades do Iphan.

O formulário foi atividade decidida na 3ª Assembleia da Representação Setorial de 25/07/2022 e está disponível para os servidores do Iphan filiados à ASMINC de 05/08 até o dia 21/08/2022. O link será enviado aos associados.

Ao preencher os campos de informação de maneira anônima, cada servidor(a) associado(a) poderá indicar problemas, dificuldades e outras situações que devem constar neste primeiro diagnóstico.

Os resultados do formulário serão consolidados pelo colegiado provisório da Representação Setorial e posteriormente levados a uma discussão coletiva em nossa Associação, a fim de lutarmos para assegurar condições adequadas para o cumprimento de nossas atribuições.

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