Ali Celestino Martins Santos

AsMinC defende Plano de Carreira na comemoração dos 40 anos do Ministério da Cultura

A AsMinC foi convidada a falar em nome dos servidores da cultura durante evento de comemoração dos 40 anos do MinC, ocorrido no estacionamento do ministério no último dia 17/03/25.

Os servidores da cultura estiveram no evento com faixas e camisetas com frases como “Por que a Cultura tem os piores salários da Esplanada?” e “40 anos de MinC. 20 anos de Luta. Carreira da Cultura”, reforçando a importância de um Plano de Carreira da Cultura.

Em sua fala a presidente da AsMinC ressaltou o importante papel dos servidores ao longo da história do Ministério, mencionou as recentes conquistas relacionadas à recriação do MinC e reforçou a luta de 20 anos dos servidores pela aprovação de um Plano de Carreira dos Servidores da Cultura.

Confira abaixo a sua fala na íntegra:


“Agradeço a iniciativa de terem convidado a AsMinC para estar aqui hoje, falando em nome daqueles que, ao longo dos últimos 40 anos, vêm sustentando o MinC, guardando sua memória, executando as políticas culturais e, principalmente, resistindo a todos os ataques e extinções que o Ministério sofreu desde sua criação em 1985.

Estamos aqui para comemorar a existência e a recriação do ministério e reconhecemos inúmeras conquistas recentes para a área da cultura:  o estabelecimento da PNAB, a retomada do programa Cultura Viva, o fortalecimento de várias políticas culturais e o retorno da participação social… No entanto, infelizmente, nós servidores vemos toda essa festa e nos sentimos um tanto à parte, sem tantos motivos para celebrar. São 40 anos de MinC e 20 anos de luta pelo estabelecimento de um plano de carreira. 20 anos de luta e 20 anos de acordos não cumpridos e de falta de reconhecimento, por parte dos diversos governos que passaram, da necessidade de valorização dos servidores por meio de um Plano de Carreira.

Ministra Margareth Menezes e o Secretário Executivo do MinC, Márcio Tavares, ao lado da Presidente da AsMinC, Thaís Werneck

Nós perguntamos: É possível garantir que o MinC chegue a comemorar os seus 50 anos? Como o Ministério da Cultura se sustentará ao longo do tempo sem servidores, com uma evasão crescente (na administração direta e em suas entidades vinculadas), com a saída iminente de vários servidores que dedicaram 20, 15 anos de sua vida profissional à cultura e que agora, por meio do CNU e outros concursos, buscam novas oportunidades fora do MinC na maioria dos casos única e exclusivamente porque não têm perspectiva nenhuma de crescimento, reconhecimento e valorização dentro do órgão?

Importante ressaltar que quando nós falamos de um Plano de Carreira, não estamos falando de uma causa corporativista nossa, estamos falando da possibilidade real de fortalecimento institucional do MinC, da possibilidade real de que, independentemente dos governos que cheguem e que saiam, a instituição MinC e suas vinculadas continuem existindo por meio de servidores que não poderão ser deslocados para qualquer canto (como aconteceu no passado), pois terão definidas em lei atribuições totalmente vinculadas à garantia e consecução dos direitos culturais. Os governos passam, os servidores ficam e precisam ter condições adequadas para permanecerem e não só guardarem a memória institucional, como também fazerem parte do que virá pela frente.

Nós reconhecemos que a atual gestão, sensível a todas as nossas manifestações presenciais e virtuais e ao nosso movimento, foi a única a sentar com os representantes dos servidores com o objetivo de construir uma proposta de Plano de Carreira tecnicamente qualificada e totalmente viável. Lembramos do dia 16 de agosto passado em que a Ministra Margareth Menezes entregou a proposta nas mãos da Ministra Esther Dweck – nossa esperança naquele dia se reacendeu.

Entretanto, passados 7 meses, nós não tivemos absolutamente nenhuma resposta oficial do MGI, apenas negativas verbalizadas nas duas Audiências Públicas realizadas no Senado e na Câmara dos Deputados e evidenciadas nas diversas reuniões desmarcadas com a AsMinC (mesmo quando parlamentares atentos e sensíveis participariam conosco para demonstrar o apoio a um Plano extremamente importante para a cultura brasileira como um todo).

É urgente que o MinC, passado todo esse tempo (e aqui me refiro não só aos sete meses de silêncio ensurdecedor do MGI, mas aos nossos 20 anos de luta), intensifique uma gestão política junto ao MGI, ao presidente Lula, à Janja, para que esse Plano de Carreira caminhe e seja aprovado ainda este ano, contribuindo para que o MinC possa comemorar seus 50, 60, 70 anos e mais, garantindo sua longevidade e permanência ao longo do tempo e para que nos próximos aniversários nós servidores nos sintamos parte da festa e tenhamos motivos para também comemorar.

Vida Longa ao MinC!”


 

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AsMinC tem assembleia para recomposição da representação setorial do Iphan

Assembleia Extraordinária Online da Representação Setorial dos servidores do Iphan na AsMinC

Data:  13 de março de 2025 (quinta-feira)

Horário: 14h00 (horário de Brasília)

Local: link do Google Meet – http://meet.google.com/yus-ihoz-imh

Pauta

1) Recomposição do colegiado da representação setorial do Iphan na AsMinC.

Sua participação é importante para a Associação. Esteja Presente!

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AsMinC faz Assembleia Extraordinária para manejo de pastas

Assembleia Extraordinária Online da AsMinC

Data: 24 de março de 2025 (segunda-feira)

Horário: 13h30 (horário de Brasília)

Local: Online via Google Meet – http://meet.google.com/ygj-zhxy-uuw

Pauta

  1. Recondução de diretoria para manejo de pastas, devido à saída de membros da Chapa Nêgo Bispo.

Sua participação é importante para a Associação. Esteja Presente!

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Conheça curso da ENAP sobre educação financeira

Prezadas/os associadas/os, informamos que a Enap – Escola Nacional de Administração Pública disponibiliza aos servidores e ao público em geral um curso sobre educação financeira com Nathalia Arcuri, fundadora da primeira plataforma de entretenimento financeiro do Brasil: Me Poupe!

Por meio do curso são dadas várias dicas sobre educação financeira de um jeito simples, com vídeos divertidos e dinâmicos.

O curso é aberto, gratuito, tem carga horária de 20 horas e deve ser concluído em até 30 dias após o início.

O conteúdo programático cobre assuntos como Motivação para poupar dinheiro; Organização financeira; Casa própria: mitos, verdades e investimentos; e Conhecendo investimentos eficazes.

Clique no link para saber mais e se inscrever: https://www.escolavirtual.gov.br/curso/249/SEAF

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AsMinC divulga nota sobre desabamento da Igreja de São Francisco de Assis

Os servidores do Iphan associados à AsMinC vêm manifestar seu profundo pesar pelo falecimento de Giulia Panchoni Righetto e pelo ferimento de outras seis pessoas em decorrência da tragédia ocorrida, no dia 05 de fevereiro, na Igreja de São Francisco de Assis em Salvador/BA.

O triste acontecido nos impõe a obrigação de afirmar que o fortalecimento institucional do Iphan, por meio de incremento orçamentário e de valorização de sua força de trabalho, é fundamental para que outras tragédias como essa não voltem a acontecer. É urgente um olhar mais atento e comprometido, por parte do governo brasileiro, com o campo das políticas culturais, que tanto reverberam na vida da nossa sociedade.

A Associação julga oportuno destacar que, conforme prevê a legislação, a preservação do patrimônio cultural é uma tarefa conjunta do poder público e da sociedade civil. No caso das edificações, como é o caso das centenas de igrejas protegidas em todo o país, esse dever fica a encargo dos proprietários dos imóveis – responsáveis pela manutenção, preservação e gestão do uso desses bens culturais.

A nós, servidores, cabem inúmeras outras atribuições. Atuamos na fiscalização desses bens considerados de importância para o Brasil, assim como na execução de projetos destinados à sua preservação. Operamos a preservação de cerca de 1800 bens materiais com tombamento ou valoração, em nível federal, além de acervos de bens móveis (dentro de igrejas, museus e outros equipamentos culturais pelo país). Destes, cerca de 420 são centros históricos, núcleos urbanos e conjuntos rurais com inúmeros imóveis e outros monumentos que os integram. Também somos responsáveis por fiscalizar e monitorar medidas de preservação de 38 mil sítios arqueológicos cadastrados e 57 bens imateriais registrados, incluindo a avaliação de impactos ao patrimônio cultural nos processos de licenciamento ambiental de todo o país.

Na Bahia, onde a tragédia ocorreu, os servidores do Iphan cumprem uma hercúlea tarefa: somente 10 servidores com formação em arquitetura e engenharia têm a responsabilidade de vistoriar cerca de 9.000 imóveis, entre muitas outras atividades. Cenário que não é exclusivo do Estado da Bahia, e se repete em outras localidades.

Nos solidarizamos pela irreparável perda das famílias envolvidas na tragédia e estamos, desde o primeiro momento, empenhados na tarefa de recuperação de bem cultural tão simbólico para o país. Ao mesmo tempo, também lamentamos veementemente os ataques que diversos servidores do Iphan estão sofrendo nas redes sociais, muito devido ao desconhecimento de nossa realidade, e manifestamos nossa surpresa com a declaração do Presidente da República sobre o tombamento de bens culturais. Por esta razão, destacamos que o tombamento de bens culturais relevantes para a memória nacional não é o causador de tragédias e desmoronamentos. O histórico de baixo investimento orçamentário do Governo Federal, assim como de estados e municípios, especialmente nos casos de hipossuficiência dos proprietários de imóveis protegidos, bem como a dificuldade para reter os servidores no órgão e a degradação das condições de trabalho, estas sim são razões que afetam o cumprimento da missão de preservar os centros históricos, as edificações, os sítios arqueológicos, os acervos artísticos e históricos e as expressões do saber e do fazer tradicional dos diversos grupos da sociedade brasileira.

Esperamos que a constatação do Chefe do Executivo de que os tombamentos devem ser seguidos por investimento condizente com as necessidades de preservação desses bens se reflita na garantia de um orçamento compatível. Medida esta que deve ser acompanhada da valorização e incremento do número de servidores do órgão, a fim de prover condições adequadas de trabalho para que se cumpra o que a Constituição Federal demanda em seu artigo 216.

Lembramos ainda que o legado das gerações brasileiras se expressa na diversidade de cidades, paisagens, objetos e manifestações culturais que nos informam sobre os contextos de nossos passados, preservando a memória de quem somos e se projetando sobre as escolhas que construímos para o futuro a partir de nossa história.

Por fim, diante da tragédia, reforçamos nossa luta de mais de 20 anos por um Plano de Carreira e em defesa do fortalecimento do sistema Minc, a fim de possibilitar investimentos adequados à preservação do rico patrimônio cultural brasileiro e à valorização dos servidores da cultura. Para evitar mais perdas irreparáveis, pedimos a efetivação do Plano de Carreira da Cultura: o serviço público da cultura bem estruturado pode salvar não apenas nosso patrimônio, mas também contribuir para proteger vidas.

Thais Borges S. P. Werneck, presidente da AsMinC
Em nome da Representação Setorial dos servidores do Iphan na AsMinC

Foto: Teto da Igreja de São Francisco desaba em Salvador – Agência Brasil/Defesa Civil de Salvador/Divulgação

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Conheça o Plano de Trabalho da diretoria da AsMinC para o biênio 2025-2026

A nova diretoria foi eleita com a proposta de defender os servidores da Cultura em pautas relativas à valorização profissional, às condições de trabalho, aos meios para exercer o seu papel funcional, às atividades que possibilitem a saúde e a qualidade de vida no trabalho.

Para isto apresenta seu plano de ação, onde mantêm as atividades já iniciadas anteriormente e pretende desenvolver uma atuação continuada.

Clique no link a seguir e leia o PDF: Plano de ação AsMinC – biênio 2025-2026 .

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