A proposta apresentada pelo MGI em 05/08 para criação de uma nova Carreira da Cultura sem a transição dos atuais servidores concursados ameaça enfraquecer de forma irreversível a estrutura cultural, abrindo caminho para seu esvaziamento e tornando nossas instituições mais vulneráveis a ingerências políticas.
Preocupada e atenta ao que pode acontecer, a AsMinC protocolou, em 11 de agosto de 2025, um ofício ao MinC, aos cuidados do Secretário Executivo Márcio Tavares, do Secretário Executivo Adjunto Cassius Antônio da Rosa e da Coordenadora-Geral da Gestão de Pessoas Bruna Santos.
Com subsídios à formulação de proposta de estruturação da carreira dos servidores federais da cultura, o ofício reafirma que o pleito da categoria dos servidores da cultura é por um plano de carreira para a cultura que contemple as seguintes demandas históricas:
- Equiparação remuneratória imediata com carreiras de complexidade similar (ex. gestor ambiental, indigenista especializado);
- Transição dos atuais servidores concursados para a nova carreira;
- Tabelas remuneratórias iguais entre os servidores alocados na nova carreira e os servidores não concursados que ficarem em “quadro suplementar”.
O ofício traz ainda um histórico das negociações para o fim da greve, com detalhes das demandas e das propostas apresentadas, e anexos a Proposta transição dos servidores concursados e o Relatório sobre a correlação de atribuições de cargos ocupados.
Donald Trump avança contra museus
Notícias recentes sobre a interferência governamental em museus nos Estados Unidos alertam para um risco real e concreto: a cultura é um dos primeiros alvos de regimes autoritários, justamente por sua força na preservação da memória, da diversidade e da democracia.
Sem servidores de carreira fortes e protegidos, a porta fica aberta para a manipulação da história e a fragilização da democracia.
Ao alto: Servidores da Cultura em manifestação na Bahia.